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Imprevisível Rotina, De Um Ilustre Anônimo

icon Um quase eu.



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Faz um século que eu…

Faz um século que eu não escrevo aqui, mas faz 1 ano exato que não faço aniversário. Tempo de refletir sobre o inútil. Nesses textos que eram minha terapia, percebo os retomando como consegui me livrar de um monte de coisa que me fazia mal. Engraçado, reclamava da rotina sufocante, acabei com ela. Reclama da falta de amor, acabei com ela. Reclamava de tanta coisa. Tanto se passou, resolvi meio mundo dentro dos meus poucos centímetros de existência. Adquiri adicções, a pessoas, músicas e coisas. Fiz e desfiz muito. Mudei, mas no fim das contas o buraco tá ali ainda, ainda sou o mesmo cara correndo de madrugada pra ver ele fazer barulho e sorrir.  O buraco tá na gente, a paz não o preenche. Acho isso tão fúnebre  Sou boa parte das coisas pequenas que queria ser, mas continuo sendo o mesmo, já era, parece que o tempo só passou, nada demais, a gente muda, muda, muda e acaba o mesmo pirralho quando os teus filhos tão te enterrando. É lindo. É isso, vim dizer que mudei, como todos fazem, mas nem tanto assim. Vim dizer que todo mundo que cá esteve nesse tempo foi muito importante de um jeito ou outro, e que hoje, posso dizer, que poderia morrer sem problema. 

Tudo o que é singelo….

Tudo o que é singelo, singelo é. Tudo o que é singelo, singelo foi, singelo está. É engraçado (e como eu acho graça em tudo) como os motivos são os mesmos. Nem sempre é preciso ser para sentir. As vezes o não participar de algo não significa que não te faça feliz. O que importa, está de novo onde deve estar. Acho que não se deve achar que sabe do futuro, mesmo, pra nada. Acho que ninguém deve nada ao passado. O que valeu, valeu; existiu, fica. Tá no lugar. Iluminando cada pedaço dos olhos a volta, deixando as paz reinar sobre cada coração, guardando o som da felicidade. Que lá pra sempre esteja, que é isso que importa. No teu rosto. 

As vezes a vida é como…

As vezes a vida é como estar de mãos atadas com uma navalha na boca. Tens basicamente duas opções: Ficar ali, inerte, com as mãos presas, esperando se acostumar com isso e quem sabe descobrir que isso ajuda a deixar suas pernas mais fortes. Ou, cortar a corda com a navalha que também corta tua boca. Dói, mas cicatriza. Podem ficar marcas, mas tuas mãos ficam livres. Não se vai pra trás nunca, resta saber como seguir em frente.

Se um dia…

Se  um dia souber a palavra, peço que me mate. Se um dia, saber que valeu, por favor, me mate. Se um dia, uma dia apenas valer, me mate. Se um dia souber como lidar, me mate. Se um dia eu achar todas as soluções, me mate. Se um dia todos concordarem, me mate. Se um dia te der todas as canções, me mate. Se um dia esse texto realmente acabar, me mate. Se um dia o espaço geográfico entre importar, me mate. Se um dia tiver que me deixar, de verdade, sem volta, acabar, me mate.

Felicidade…

Felicidade, aquele momento em que tudo pode dar errado e o sorriso continua no teu rosto. Felicidade, o sorriso dela. Felicidade, não conseguir pensar no antes ou depois. Felicidade, cada momento. Felicidade, as pequenas grandes coisas. Felicidade.

Sabonetes, Enquanto os Outros Dormem.

Carrego os sonhos do mundo
Quilos de chumbo
No peito pesam mais

Te ouço ao vento
E fecho as cortinas
Pra respirar

Me sirva mais um trago
Do estrago que te faz tão bem

E deixa, ao menos desta vez,
A insensatez te guiar

Sem tempo nem saudade
Não te cabe
A minha casa

Desata o laço
Aperta o passo
A cidade apaga

Me sirva mais um trago
Do estrago que te faz tão bem

A luz apaga
Mas o fogo em teu peito me conduz

Enquanto os outros dormem
Enquanto os outros dormem
Enquanto todos dormem

Carrego os sonhos do mundo
Quilos de chumbo no peito pesam mais

Termina a madrugada
Não sobra nada, nada

Mas te reconheço
Em rostos de desconhecidos por aqui

Enquanto os outros dormem
Enquanto os outros dormem
Enquanto todos dormem

Aquilo de…

Aquilo de olhar, de vez em quando, pra tudo o que você faz  e pensar: Nossa, que idiota.

Impotência…

Impotência, e quem dera eu estivesse falando do meu pênis. Isso dói, muito. Me perco. Não deveria. Estou sóbrio a ponto de saber o que fazer. Louco a ponto de achar possível. Queria poder fazer mais. Queria ser deixado a isso. Fico tão possesso nisso que paro de ajudar. Isso me incomoda. Queria poder ajudar. Fazer que um pouco de tudo isso fosse como eu sonho. E como sonho, o tempo inteiro. Luto o tempo inteiro pra fazer não ser assim. Mas tem oras que não dá. Não me sinto mais em lugar nenhum. Sinto que deveria estar no futuro. Onde essas coisas vão (e tem que) ser diferentes. Já não quero mais fugir só. Isso me assusta. Será que sou verdadeiro comigo mesmo? Será tudo isso possível? As coisas ainda tem a mesma medida?. Sei lá. Não sei de mais nada. Queria poder ajudar. As vezes era só o que eu queria. 

Sabe que eu já nem sei…

Sabe que eu já nem sei o que dizer, nunca soube, mas sei menos. Quanto maior mais indescritível. Nem aquilo que as vezes se exita em falar para não ir tão rápido parece suficiente. O tal “eu te amo”. Não, ele não vale mais nada. Não é mais amor. Não sei o que é. É maior. É como se meu passado estivesse distante, mais do que nunca. E como se meu futuro fosse apenas a possibilidade de nossa existência. Me perco pensando se é sempre é assim. Se é só mais uma vez. Mas não me parece. Bate uma luz comprida em ti. Sabe como é. Me perco pensando em ti. O tempo todo. Tudo o que você iria pensar. Sorrir. Ficar ao meu lado. Nesses dias cheios. Meios dias gastos. Meio assim. Entre o meio e o fim. Nem sei o que digo. Já não sabia, nunca soube, dessa pressa de dizer o quero dizer e dessa gente tanta que pode ler isso. Só sei do que quero. E isso é você. A única certeza que sobrou.

Um grito factual: ESTOU LIVRE!

Finalmente livre. Para fazer o que quero. Me livrei de mim. Dos empecilhos. Decidi, sou livre. Minha vida é minha. Trilho minha história pelo agora, não pelo amanhã. Como se a bigorna a cair sobre minhas costas simplesmente tivesse desviado. 

Faz séculos que a poesia é quase um lixo total, uma farsa. Tivemos grandes poetas, entenda bem. Existiu um poeta chinês chamado Li Po que tinha a capacidade de colocar mais sentimento, realismo e paixão em quatro ou cinco simples linhas que a maioria dos poetas em suas doze ou treze páginas de merda. Li Po bebia vinho também e costumava queimar seus poemas, navegar pelo rio e beber vinho. Os imperadores o amavam porque entendiam o que ele dizia. Lógico que ele só queimou os maus poemas. O que eu quis fazer, desculpem, é incorporar o ponto de vista dos operários sobre a vida… Os gritos de suas esposas que os esperam quando voltam do trabalho. As realidades básicas da existência do homem comum… Algo que poucas vezes se menciona na poesia há muito tempo.

Bukowski em uma entrevista feita por Sean Penn. (via falsodesapego)

(via 3mpty-heart)

Tava voltando pra casa…

Tava voltando pra casa, precisava espairar. Vim a pé, pelas ruas semi-desertas. Precisava ver as estrelas. Quando vou velas novamente em Curitiba? Ninguém sabe ao certo. Eis que eu estava meio pra baixo. Ando meio assim. Meio em crise comigo, com os outros, nada pessoal, tudo introspectivo. Ando cansado. Tão cansado que só me veio uma coisa na cabeça. Preciso correr. Não para fugir, não para chegar, só para correr de noite na rua vazia (cheia de carros, nenhum pedestre fora eu). Foi o que fiz, corri muito, reto, sem parar. Engraçado, coisas tão singelas, abriu-me um sorriso na boca, as vezes a gente é tão pequeno. Quem sabe eu precisava sair da rotina, nem que fosse assim, mas precisava. Preciso de tanta coisa. Minha boca amarga. Algumas Bohemias, odeio Pilsen. Por birra, para parecer mestre cervejeiro, mas odeio. Mas aquele gosto, correr, estrelas, abriu-se um estupendo sorriso na face. Já falei disso. Aquele que eu queria em muitas situações mas não vem. Aquele não posso esconder, não dá. Em meus segundos de felicidade, percebi que precisava de um Trident. Comprei-o no posto. Lembrei que sou triste, vou ouvir Radiohead. Fico me perguntando do que eu corria? De mim, do passado, do futuro? Não sei. Só sei que preciso fugir, precisava fugir, quero fugir. Ando de saco cheio, de tudo e todos. Minha vida é muito boa, só me enchi dela. Engraçado, muita merda, mas ainda acho que só estou cansado. Não me dou o direito de sofrer. Ninguém dá. Só os verbos. Ouço todo mundo que posso. Alguém me ouve? Talvez, mas eu não vejo. To meio perdido, entre tantas coisas. Quero ver minha molher. Muito. Sofro por isso. Porque mesmo estou a escrever isso? Queria chocolate. Mas o cheiro de chocolate com álcool me faz querer vomitar. Quando vou escrever algo feliz nessa porra? Algo relevante? Nunca, eu sei. Reverb me faz bem. Só eu vou ler isso, daqui a um tempo, e rir. Como é bom fazer isso. Enfim, eu sorri pra caralho. Corri muito. Sofri muito. Mas nada disso importa de verdade. Ou importa muito.

De repente…

De repente encontrei a escuridão. Dois passos é risco demais. Não sei o que tem na minha frente ou ao menos se há alguma coisa por aqui. Engraçado ver sombras no escuro. Elas passam em volta de mim. Passam bem de leve, como se fossem envolver até o último fio de cabelo que reside em meu tremulo corpo, mas não o fazem. Ficam ali. Engraçado no escuro é olhar pra traz. Da medo do que se passou. Se perde a certeza da única coisa que é certa: O que já foi. Quem sabe nem isso seja certo. Já parou pra pensar se teus pais te roubaram na maternidade. Metade de teu passado (todo ele, ou apenas um décimo) são uma grande mentira. Queria poder chutar uma garrafa, pisar num caco, furar o pé. Saber que há algo além das sensações do conteúdo. Quantas vezes já não vi o breu? Não sei ao certo. Mas o infinito assusta. Assusta mais que o finito. Quando sabemos que dia 25/09/2012 a morte vai chegar, aproveitamos o máximo o que nos resta. Mas a vida não é assim, chego a achar que um velho, com dias literalmente contados é um grande sortudo. Não joga dias fora e se joga, sabe exatamente em que lixo os jogou. Perdemos nosso tempo, a rotina ou a falta dela nos consome. A bateria do computador vai acabar de novo. E eu estou mais perdido do que nunca, preferindo me machucar a incerteza. Não sei ao certo se falo sobre alguém ou sobre mim acá. Acho que sobre o que bate no lado errado do meu peito. Quem dera fossem gazes. Mas gazes não aceleram. Belane me entenderá até que entenda o que se passa. Não que ele entenda alguma coisa de verdade. Tenho que dar mais um passo agora, tomara que não sangre muito.

Te odeio…

Te odeio, me sabota. Te odeio, de verdade, me faz fazer o que não quero. Mas faz ser o que não sou. Acelera. Te odeio. Fica rápido. Te odeio. Deverias parar. Te odeio. Te odeio, mas faz odiar. Te odeio, me faz des-odiar. Te odeio, me faz amar. Te odeio, e sei disso, sempre soube, nutre meu ódio por ti a cada segundo só de existir. Me consome, me nervoseia, me metamorfa. Te odeio, muito odiado. Te odeio, velho e cego de tão novo. Te odeio, mesmo.

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